Exportações
de couros somaram Us$ 393 milhões até março
As
exportações brasileiras de couros movimentaram US$ 393
milhões nos três primeiros meses deste ano, registrando
um aumento de 73,9% em relação ao mesmo trimestre de 2009.
O cálculo é do Centro das Indústrias de Curtumes
do Brasil (CICB), com base na prévia da Secretaria de Comércio
Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria
e Comércio Exterior.
Em março,
os embarques foram de US$ 159 milhões, representando uma elevação
de 101,27%, ante o mesmo mês do ano passado e de 22,31% em relação
a fevereiro de 2010. “Os resultados até março deste ano
sinalizam uma recuperação das exportações
brasileiras de couros, que poderão fechar o ano perto de US$
1,5 bilhão”, analisa o presidente do CICB, Wolfgang Goerlich.
Segundo o executivo, esse crescimento representará um aumento
de quase 30% em relação às vendas externas de 2009,
mas ainda assim ficaria aquém do patamar das exportações
entre 2007/2008 quando atingiram a média anual de US$ 2 bilhões.
Os principais mercados do produto nacional em março foram a
Itália, China e Estados Unidos, respectivamente. Os couros já
representam nestes três meses do ano 1% de todas as exportações
brasileiras, contra 0,7% em 2009.
A retomada das exportações brasileiras, entretanto, ainda
é inibida pela supervalorização do real e pela
lenta reação de importantes mercados de consumo como Estados
Unidos, Europa e Japão, a despeito da recuperação
dos mercados asiáticos.
Para manter sua posição no mercado internacional, a indústria
nacional, uma das maiores exportadoras mundiais de couros, trata de
diversificar cada vez mais seus mercados e de aumentar a oferta de artigos
mais sofisticados, de maior valor agregado. Ao mesmo tempo são
reforçados programas para valorizar cada vez mais o nosso couro
no exterior, a exemplo da bem sucedida campanha “Brazilian Leather”.
Conduzido pelo CICB em parceria com a Apex-Brasil, agência vinculada
ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior, este programa tornou-se uma referência internacional
e seus resultados positivos já influenciam expressivamente a
imagem do nosso couro e as vendas externas, afirma o presidente do CICB.
Todo esse empenho faz sentido. Afinal, a indústria curtidora
movimentou US$ 1,16 bilhão, em 2009, contribuindo em 7% para
o saldo da balança comercial brasileira.
Já a cadeia produtiva do couro, que abrange os setores de curtumes,
calçados, componentes, máquinas e equipamentos para calçados
e couros, artefatos e artigos de viagem em couro, reúne 10 mil
indústrias, gera mais de 500 mil empregos e movimenta receita
superior a US$ 21 bilhões de dólares por ano.
A
los lectores, instituciones y medios colegas:
Quien desee contar con el texto de este artículo puede solicitarlo
a Mauricio Herzovich a: contacto@cueroamerica.com