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Fernandes adverte que já se observam sinais de queda no estágio anterior ao acabado, que é o de couros crust. Ali se nota uma redução de 20% em termos físicos e de 19% no faturamento. E acrescenta que as vendas externas de wet blue (matéria-prima), que estavam praticamente estabilizadas em 2003, agora retomam a rota de crescimento, apresentando incremento de 13% no volume. Apenas resultam em menor faturamento (queda de 7%), porque o preço pago pelo wet blue caiu muito. Sobre esta queda, o presidente do CICB destaca que “estamos vendo uma redução do preço pago pelo couro brasileiro, porque ele se deprecia quando deixa de ser interessante ao produtor brasileiro agregar valor ao couro”. Isto refuta a tese de que taxando as exportações de wet blue o preço da matéria-prima do Brasil baixa, causando prejuízo a pecuaristas e frigoríficos. A realidade é que o preço do couro cru esteve em média 31% mais caro no mercado interno durante os três anos da vigência da taxação de 9% (entre 2001 e 2003) nas exportações de wet blue do que nos três anos anteriores. Em termos de destino, prossegue a tendência de aumento das vendas para os países asiáticos. O maior destaque é a China, que recebeu no primeiros bimestre deste ano 123% a mais em couro do que no mesmo período de 2003. Somando com as vendas para Hong Kong, os chineses já chegam a mais de 41% do destino do couro brasileiro exportado. |
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