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Os Projetos 11:200.01-022 (Identificação do couro quanto à origem e aos processos de curtimento, tingimento, engraxe e acabamento – Simbologia) e 11:200.01-024 – (Símbolos de cuidado para limpeza e conservação de vestuários em couro e para montagem de etiquetas.), estão na pauta da Comissão de Estudos de Calçados e Artefatos e sendo desenvolvidos pelo Grupo de Trabalho, Limpeza e Conservação do CB-11, sob a coordenação de Dieter Lehmann. Criar uma norma técnica para identificar as peles de couro até o vestuário pronto, tem por objetivo em primeira instância, trazer informações técnicas para os profissionais do comércio e das lavanderias, dando-lhes o conhecimento necessário sobre os processos básicos e beneficiamentos que o couro recebeu no curtume. Para os curtumes ao rotular/etiquetar as peles de couro, estarão imprimindo a sua origem e a sua identidade. A indústria, o comércio atacadista e varejista e as lavanderias, terão a oportunidade de saber qual curtume preparou o couro. Além de definir a procedência do Couro, as etiquetas vão funcionar como um instrumento de marketing e parâmetro de qualidade para o comprador. Com a normalização o couro apresentará informações básicas, como por exemplo, a data em que foi feito, o tipo de curtimento, a sua origem. O que por outro lado permitirá ao lojista organizar em suas prateleiras os diversos tipos de couro por ordem de classificação, tipo de animal e destinação. Apesar de todo o complexo de transformação e da diversidade de acabamentos que podem ser aplicados ao couro, é possível sim, orientar pela simbologia aplicada nas etiquetas, como lavar, limpar e conservar o vestuário em couro. O Grupo de Estudos de São Paulo é coordenado por Baltazar Guedes, do Centro de Recuperação e Conservação do Couro, e autor da proposta inicial, que ressalta a importância dessa fase de discussões do projeto:“Agora como o projeto entrou em consulta pública contamos com a participação mais efetiva das confecções de couro, do comércio e dos prestadores de serviços em lavanderia para aperfeiçoar o projeto”. Para toda cadeia produtiva identificar os diversos tipos de couro destinados ao vestuário, desde o seu processamento no curtume, até chegar à indústria de confecção, representará um enorme avanço de ordem técnica e o preenchimento de uma lacuna até então fora do alcance das indústrias de vestuário, acessórios, lavanderias e afins. A criação e regulamentação do uso de etiqueta específica para o vestuário em couro é uma conquista que vai de encontro aos direitos do consumidor, finaliza Neide Ayoub do Procon SP. |
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