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Brazilian footwear na GDS: US$ 15 milhões em futuros negócios


Os negócios realizados pela delegação brasileira na GDS – Feira Mundial do Calçado, que ocorreu dia 11s a 14 de março em Düsseldorf / Alemanha, irão gerar negócios futuros de US$ 15 milhões. As 24 empresas que estiveram sob a chancela do Brazilian Footwear – Programa de Promoção às Exportações desenvolvido pela Abicalcados com o apoio da Apex Brasil, fizeram contatos com 46 países e fecharam negócios com 41.


Os resultados são considerados positivos pela direção da entidade, que apostará novamente na edição da GDS que ocorrerá em setembro próximo. “A imagem do Brasil está sendo cada vez mais notada. Nosso estande foi prestigiado por representantes dos mais diversos organismos locais, assim como os variados visitantes da feira, que compareceram em massa para ver os desfiles e conferir a modelagem dos expositores”, comenta Heitor Klein, diretor executivo do Brazilian Footwear.

Participaram da feira as empresas Passo de Anjo, Azaléia, Beira Rio, Bibi, Bical, Cristófoli, Dakota, Dilly, Morena Tom, Itapuã, Kidy, Kiuty, Klin, Mauricio Medeiros, Pampili, Brink, Tip Toe, Pé com Pé, Pegada, Picaddily, Ramarim, Sandra, San Marino e Via Uno.

Mapa mundial do calçado ganha mais países

Um dos grandes objetivos do Brazilian Footwear (programa de promoçao ás exportaçoes desenvolvido pela Abicalçados com o apoio da Apex Brasil) está sendo atingido na GDS – Feira Mundial do Calçado, que encerra amanh~a (14/03) em Düsseldorf/Alemanha. A maioria das empresas que está expondo no pavilhao coletivo brasileiro realizou contatos de negócios com países nao tradicionais compradores ou que compram muito pouco calçado, como a Austrália, Grécia, Malta, Ilhas Reunidas, Cingapura, Kuwait e África do Sul. Renato Barboza, gerente de exportaçao da Kiuty Industria de Calçados (Birigui/SP) disse que o mapa mundi distribuido pelo departamento de marketing do Brazilian Footwear está "ficando completo". Em três dias de feira, ele recebeu visitantes, além destes países, dos Emirados Árabes, Venezuela e Alemanha. A meta da empresa é comercializar a linha de calcados infantis fabricados em material alternativo para 20 países. Em 2003, eram nove países. Barboza fechou três bons negócios com as Ilhas Reunidas, Grécia e África do Sul, somando um container com 20 mil pares de calçados. A Kiuty detém ainda as marcas Passo de Anjo e Bolsas Maria Prata, gerando uma produçao de 25 mil pares dia. Destes, 15% estao sendo enviados ao exterior.

A indústria de calcados A.Grings SA (Igrejinha/RS) trouxe para a GDS as marcas Piccadilly, Cally e Young, que foram procuradas por imposrtadores da Grécia e Oriente Médio. "Nossa linha atende a um público que está procurando conforto em produtos com preço médio mais competitivo. Por estarmos fazendo um trabalho muito forte neste segmento, o retorno está sendo muito bom", explica Marlon Martins, representante da empresa, que também comercializa a marca de calcados masculinos Pegada (Dois Irmaos/RS). Martins adianta ainda que a A.Grings está desenvolvendo um trabalho de comunicacao e marketing para expandir ainda mais as exportacoes, que já a tingem 52 países. A empresa produz em torno de 60 mil pares/dia de calcados e destina ao mercado internacional 30% deste volume, com marca propria.

Magale Kich, gerente de exportaçao da Ramarim (Nova Hartz/RS) também recebeu visitantes de países ainda nao compradores da sua linha de calcados femininos, como a India, Itália, França e Grécia. "Devido ao encarecimento da produçao na Itália e França, os lojistas estao procurando alternativas de fornecimento, mas que tenham a mesma qualidade e design", analisa a executiva. A Ramarim exporta 20% da produçao de 30 mil pares/dia, principalmente para os Estados Unidos, América Latina e Oriente Médio.

A Beira Rio (Novo Hamburgo/RS) atraiu visitantes do continente africano, da Àsia e dos Estados Unidos, que foram verificar as coleçoes da Vizzano, marca da empresa que tem como garota propaganda a modelo Ana Hickmann. O design mais arrojado, segundo o gerente Luis Crosa, teve aceitaçao imediata pelos importadores. "Os clientes têm uma atraçao muito forte pelo colorido das coleçoes brasileiras". A Beira Rio tem um projeto de aumentar em 30% as exportacoes, que hoje somam dez pontos percentuais do total fabricado, que hoje soma 30 milhoes de pares por ano.

  • Em 2003, a Grécia importou 872 mil pares de calcados do Brasil, gerando US$ 3,2 milhoes, ficando em 33º lugar no ranking das exportacoes brasileiras de calçados.

  • Em 2003, a Austrália importou 1,8 milhao de pares de calcados do Brasil, gerando US$ 10,6 milhoes, ficando em 15º lugar no ranking das exportacoes brasileiras de calçados

  • Em 2003, Cingapura importou 144 mil pares de calcados do Brasil, gerando US$ 815 mil.

  • Em 2003, Malta importou 16 mil pares de calcados do Brasil, gerando US$ 85 mil.

 

   
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