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Nova tecnologia Artecola reduz custos e impacto ambiental da indústria calçadista O Grupo Artecola, de Campo Bom, no Rio Grande do sul, traz nova tecnologia, desenvolvida no Brasil em parceria com a alemã Rhenoflex que permite a produção de laminados totalmente recicláveis para contrafortes e couraças para calçados. O novo laminado Rhenoflex 5100, que passa a ser comercializado em todo mundo pelas duas empresas, foi apresentado em primeira mão ao mercado na Courovisão 2004, que ocorreu de 20 e 22 de outubro, em Novo Hamburgo.
“A primeira versão do produto, o Rhenoflex 3100, foi uma autêntica revolução para o setor, contribuindo fortemente para elevar a qualidade do calçado brasileiro e sua imagem no mercado internacional, além de proporcionar importantes ganhos de produtividade para a indústria’, afirma Eduardo Kunst, diretor superintendente do Grupo Artecola. “Agora, ao proporcionar redução de custos e reduzir o impacto ambiental, requisito que rapidamente se torna exigência básica no mercado internacional, o Rhenoflex 5100 oferece novos avanços em competitividade ao industrial calçadista”, conclui o empresário. A tecnologia Rhenoflex revolucionou o processo industrial de aplicação de contrafortes e couraças (reforços internos do calçado, na altura do calcanhar e do peito do pé), por dispensar o processo de colagem, uma vez que, em sua composição, o produto possui granulados de adesivos que são ativados sob calor e pressão. Além disto, por sua estabilidade e flexibilidade, ofereceu contribuição decisiva para a evolução do calçado em termos de estética e conforto. Economia Jairo Koerndoerfer, gerente de Marketing do Grupo Artecola, esclarece que as operações de corte e chanfro (desgaste das bordas das peças) em contrafortes e couraças têm provocado a perda de 28% da matéria-prima, em média. Lembrando que o valor destes componentes no mercado brasileiro está estimado em US$ 35 milhões, a economia que o Rhenoflex 5100 oportuniza à indústria calçadista do país gira em torno de US$ 9 milhões. Em termos ambientais, ele considera que um fabricante utiliza pouco mais de 28 metros quadrados de laminados para os contrafortes e couraças necessários à produção de mil pares/dia de calçados. Em um ano, calcula, usando o Rhenoflex 5100, este fabricante evitará o desperdício de mais de 1.900 metros quadrados. Estimando que o Vale do Sinos, região gaúcha que responde pela maior parcela da produção calçadista brasileira, produz mais de um milhão de pares/dia, a redução do seu impacto ambiental poderá ultrapassar os dois milhões de metros quadrados de matéria-prima, a cada ano. |
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