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Economista da Fiergs prevê dificuldades no 2º semestre A reunião de associados da AICSul de 11 de julho foi realizada em um almoço com palestra do coordenador da Assessoria Econômica da Fiergs, Igor Morais. O economista apresentou as previsões da entidade das indústrias gaúchas para 2005 já com a revisão realizada no mês passado. Para o cenário internacional, os pontos que mais preocupam são o aumento do preço do petróleo e um crescimento global menor do que em 2004. No âmbito brasileiro, os desafios são a política monetária restritiva e o desaquecimento da economia interna. No Estado, as dificuldades estão sendo provocadas pela forte seca, aumento das alíquotas de ICMS e restrições na liberação dos créditos resultantes de exportações. O nível elevado do preço do petróleo, segundo Igor, deverá se manter, em razão do aumento da demanda mundial desta fonte energética, sem o correspondente crescimento da produção. Quanto à economia mundial, apresentará incremento reduzido nos países ricos, com ênfase para a Europa e Japão. Um pouco será compensado pela China, que deverá ter 8,5% de crescimento em 2005. Igor Morais apresentou uma série de indicadores de desaquecimento da economia brasileira, a começar pela produção de grãos, que deverá ser 13% menor do que a esperada. Porém, destacou que os sinais são muito mais fortes no Rio Grande do Sul, que era o terceiro estado brasileiro na geração de empregos e já caiu para a 5ª colocação. O PIB gaúcho deixou de ser o 5º do país e está na 7ª posição. As vendas industriais estão com queda de 10%. A produção de grãos no Rio Grande do Sul, que chegou a 22 milhões de toneladas em 2003, este ano deverá ser de apenas 10 milhões de toneladas. Esta queda maior no Estado tem como um dos componentes o aumento da receita de ICMS forjado pela retenção dos créditos das exportações. O crescimento da receita do Estado é muito maior do que a evolução da economia. Enquanto isto, a geração de empregos caiu. Retirando o setor do fumo, que contrata muito no início do ano, houve redução de três mil empregos formais na indústria gaúcha de janeiro a abril. A média nacional do crescimento das exportações em 2005 é de 23,9%. A do Rio Grande do Sul é de apenas 5,8%. O economista da Fiergs não deu esperanças aos empresários de grandes recuperações do valor do dólar no segundo semestre. Explicou que tem muito dólar entrando no país aproveitando a alta taxa de juros. E não se espera que a taxa de juros seja inferior a 18,5% no final do ano, o que é uma remuneração ainda bastante atraente para o investidor estrangeiro. Também os bancos estão buscando dinheiro no exterior para emprestar aqui, o que igualmente pressiona desvalorizar o dólar. Segundo Igor, pesquisa apontou que, para os empresários gaúchos, o valor ideal do dólar seria entre R$ 2,86 e R$ 3,15. Porém, a Fiergs estima que estará na faixa de R$ 2,50, com os especialistas fazendo previsões entre R$ 2,45 e R$ 2,60. Diante disto, recomendou que as empresas se ajustem para operar neste patamar cambial. Acrescentou que o dólar hoje, retirando a inflação, está no mesmo nível de 1999. (Adroaldo) |
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