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Cenário de 2006: pequena valorização cambial e moderada reação no mercado interno O cenário econômico para 2006 ainda não será de acordo com o esperado ou desejado pelo setor coureiro-calçadista. Os indícios reunidos pelo economista e consultor da Assintecal, Hélio Henkin, – e apresentados no evento Leituras para o Planejamento Estratégico 2006, em Novo Hamburgo - aponta para perspectivas de aumento da taxa de câmbio, porém em níveis inferiores aos necessários para recuperar as perdas do setor a partir da desvalorização do dólar. “Teremos uma redução gradual da taxa de juros e uma tendência de elevação moderada do câmbio, mas é muito difícil arriscar uma projeção de valor médio. Pode-se dizer que não deverá passar dos R$ 2,50”, disse o economista. Henkin iniciou sua explanação mostrando um panorama da Economia em 2005. Destacou que a meta do Governo Federal é a estabilidade do nível geral de preços, se utilizando do superávit primário e da taxa de juros para obter resultados que afetam o câmbio, o nível de atividade no país e a inflação. “Esta meta produziu efeitos positivos, mas atingiu os setores mais sensíveis à valorização do câmbio, o que ocorre com o coureiro-calçadista”, destacou. Como a linha macroeconômica da União não deve sofrer alterações, o cenário para 2006 apresenta, segundo Henkin, condições para redução gradual de juros até a casa dos 14%, além da tendência de elevação no câmbio. “Também haverá, no entanto, uma tendência de elevação na demanda interna e, por outro lado, uma expectativa de redução no ritmo de crescimento das exportações, em função do câmbio e da pequena reação no mercado interno. O crescimento do PIB deverá ficar em 3,5%.” Riscos e desafios Especificamente para a cadeia coureiro-calçadista, o economista destaca que, após a queda de produção registrada em 2005, o cenário se apresenta com possibilidade de elevação moderada da demanda interna, estabilidade nas exportações e condições de recuperação da rentabilidade. “Os riscos estão relacionados ao comportamento do mercado internacional, que pode provocar menor redução da taxa de juros e limitações no crescimento do PIB caso ocorram dificuldades nos fluxos de financiamento, além de crises bancárias nos Estados Unidos e na China.” Os desafios para o setor, segundo Hélio Henkin, estão nos processos de Gestão Estratégica. “É preciso combinar adequadamente o posicionamento no mercado interno e externo, selecionar segmentos que propiciem especialização e articulação eficiente na cadeia produtiva, apresentar capacidade de reação e, ao mesmo tempo, adaptação à posição dominante do eixo asiático e, na gestão financeira, criar mecanismo para proteção diante do regime de câmbio flutuante.” A apresentação dos cenários para 2006 foi uma atividade promovida pela Assintecal (Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Coruo, Calçados e Artefatos) e reuniu cerca de 40 associados na sede da entidade, em Novo Hamburgo. Mais informações podem ser obtidas no Portal Assintecal by Brasil (www.assintecal.org.br). |
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