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Taxa do wet-blue fica em 7% A taxação sobre a exportação de wet-blue vai permanecer em 7% para 2006. A decisão, que foi tomada na semana passada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), em Brasília/DF, agradou às entidades ligadas ao setor coureiro-calçadista. “O mais importante de toda essa movimentação para evitar a redução da alíquota para 4%, que estava prevista, foi que o governo federal está entendendo a nossa postura de agregação de valor. A decisão traz um novo ânimo para o setor”, avalia o presidente da Associação das Indústrias de Curtumes do Rio Grande do Sul (AICSul), Cezar Müller. Segundo ele, durante o ano o segmento participou de diversas audiências com os ministros da área econômica, a fim de demonstrar que a indústria coureira-calçadista quer trabalhar em prol do desenvolvimento do País. “O Brasil precisa de uma revitalização da política industrial. Queremos gerar mais empregos e continuar investindo no setor”, frisa Müller. Na avaliação dele, a manutenção da sobretaxa em 7% representa um fator de competitividade para a indústria coureira. “O governo nos deu uma sinalização que é possível continuar investindo na exportação de couros com valor agregado. Não conseguimos os 9%, que seria o ideal, mas não consideramos isso uma derrota”, ressalta Müller. De acordo ele, no próximo ano o setor deve trabalhar para que a resolução não seja vigente apenas por um ano e sim que possa ser prorrogada por pelo menos cinco anos. “A renovação da decisão anual não permite ao empresário visualizar investimentos a longo prazo. É importante sinalizar aos investidores que existe segurança para investir na indústria brasileira”, enfatiza. Para o presidente do Centro das Indústrias de Curtume do Brasil (CICB), Umberto Cilião Sacchelli, a redução da taxa seria prejudicial para o segmento, pois inviabilizaria os investimentos na agregação de valor ao couro. De acordo com Sacchelli, no decorrer do próximo ano os representantes do setor vão continuar a se reunir com o governo federal para reivindicar outras questões relativas ao bom desempenho do setor. “Vamos continuar em 2006 a desenvolver um conjunto de ações dentro das nossas possibilidades, para tentar reverter fatores que impedem nosso crescimento nas exportações, como o câmbio e a demora na devolução dos créditos de ICMS.” O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Elcio Jacometti, diz que embora seja muito positiva, a manutenção da alíquota é apenas uma das medidas que o setor precisa. “Existem muitas reivindicações que precisam ser atendidas para alavancar o setor”, aponta. O presidente do Sindicato da Indústria de Curtimento de Couros e Peles no Estado de São Paulo (Sindicouro), Wayner Machado da Silva, acredita que a taxação poderia ter um percentual ainda maior, criando um ambiente sustentável para o parque industrial brasileiro. Ele considera que a manutenção da taxa assinala para um possível aumento no próximo ano. “Entendo que foi uma decisão sensata e coerente com o momento em que a economia está passando” aponta. |
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