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Consumo de calçados tem leve queda As vendas para 2005 já estão encerradas e apesar de todos os percalços na economia os fabricantes entrevistados pelo jornal Exclusivo apontam crescimento nos negócios em comparação com o ano passado e projetam novo incremento para o próximo ano. Todas as fichas estão sendo depositadas na edição da Couromoda que acontece no mês de janeiro, na cidade de São Paulo/SP, com a nova coleção que os fabricantes lançam para o outono-inverno 2006. Sem ter os números do ano finalizados, o diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein, diz que houve uma pequena queda no consumo de calçados no mercado interno em comparação com o ano passado, quando foram comercializados 552 milhões de pares. “De forma geral teve empresas que cresceram e outras que não conseguiram atingir suas metas, mas o mercado interno continua atuante”, ressalta Klein, lembrando que este desempenho se refere aos produtos feitos no Brasil. Para 2006, a Abicalçados prevê crescimento no consumo interno, muito embora ainda não tenha um índice definido. A fabricante de calçados masculinos West Coast (Ivoti/RS) encerrou as vendas para este ano e cresceu 8% no mercado interno e 10% nas exportações. De acordo com o gerente de marketing Sérgio Baccaro Júnior, a seriedade no trabalho e investimentos em produto, design e marca são os principais fatores para o resultado positivo que alcançaram neste ano. Para continuar crescendo, a empresa realizou uma reestruturação no setor de exportação visando atender de forma mais presente e especializada. “Um diferencial que resulta em vantagens competitivas”, conta Baccaro, ressaltando que os clientes que compram West Coast estão em busca de moda e conceito e os que procuram preço vão à China. Para melhorar ainda mais a imagem do Brasil no mundo, segundo Baccaro, falta um plano de governo com políticas econômicas interna e externa com seriedade, regras claras e redução da carga tributária. Outra indústria que fechou os negócios para este ano com desempenho positivo é a produtora de calçados infantis Menina Rio (São João Batista/SC), com 40% de crescimento sobre 2004. O diretor Edson Luiz Angeli, afirma que a aceitação da coleção, a confiança do cliente, apesar de serem uma empresa nova, e o bom trabalho desenvolvido pelos representantes são indispensáveis para o sucesso. “A imagem que os compradores do exterior fazem do Brasil é positiva e temos um excelente produto com preços competitivos, qualidade e design. É só trabalhar que o crescimento aparece”, diz Angeli, enfatizando que ainda se deve melhorar a estabilidade econômica e implantar uma carga tributária justa. “O poder competitivo do setor calçadista ainda está em alta, pois temos ótimos produtos, confiança do importador em termos de prazo de entrega, preço e qualidade”, define. A Calçados Sylvia Brandão (Belo Horizonte/MG) encerrou as vendas de 2005 ainda no mês de outubro e já realizou um pré-lançamento da coleção que estará, em janeiro, na Couromoda. Em 2005, a empresa, conforme a diretora Sílvia Regina Dias Brandão, cresceu 15% em relação ao ano anterior, elevando o volume para 110 mil pares/ano. “O ano de 2005 foi tão bom quanto 2004, mantendo assim uma estabilidade comercial. Acredito que este resultado também se deve ao empenho em cumprir as entregas no prazo determinado, possibilitando aos clientes trabalharem com reposições”, conta Sílvia. Sem revelar o percentual de crescimento, a gerente de marketing da Calçados Free Way (Franca/SP), Adriana Rinaldi, diz que o ano iniciou atípico, mas no segundo semestre houve uma boa melhora e o mercado reaqueceu, fazendo com que 2005 encerre com saldo positivo. “A nossa estratégia comercial para este ano teve algumas alterações que foram muito positivas para o desempenho”, avalia. De acordo com Adriana, sem mencionar números, o volume de pares exportados durante o ano de 2005 ficou empatado com o do ano anterior. “De conhecimento de todos, o setor calçadista está sofrendo com o dólar”, diz Adriana enfatizando que a imagem do Brasil no exterior é boa e o que falta é melhorar os comandantes do País. (Exclusivo) |
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