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CALÇADOS - Apex-Brasil assina convênios com setores de calçados, componentes e curtumes A APEX-Brasil (Agência de Promoção de Exportações e Investimentos) assinou na segunda-feira (26 de junho) convênios para promoção das exportações em parceria com as entidades setoriais Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados), Assintecal (Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos) e CICB (Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil). Somados, os três projetos garantem recursos no valor de R$ 43,5 milhões para a execução de diversas ações promocionais. Os aportes serão feitos em parceria pela Agência e pelas entidades em projetos de um ano de duração. "Temos longos históricos de bem sucedidas parcerias com as três entidades setoriais. Acreditamos que os novos projetos também darão uma grande contribuição ao aumento das exportações de couros, calçados e componentes para couros, calçados e artefatos. Em todos os projetos, a estratégia tem sido a de agregar valor ao produto, buscando nichos de mercado mais especializados e descobrindo novos clientes em várias partes do mundo", afirma Juan Quirós, presidente da APEX-Brasil. Calçados - O projeto com a Abicalçados prevê investimentos de R$ 25,7 milhões nos próximos 12 meses em diversas atividades promocionais, como a participação em 19 eventos internacionais e a realização de pesquisas de mercado, missões prospectivas e projetos compradores (vinda de importadores ao Brasil). O projeto busca conquistar novos mercados para os calçados brasileiros e aumentar as vendas de sapatos com maior valor agregado, design diferenciado e marca própria. A meta do projeto é que o volume de negócios das empresas participantes passe dos atuais US$ 43 milhões/ano para US$ 98 milhões/ano até junho de 2008. A APEX-Brasil e a Abicalçados são parceiras na exportação desde 2000 e, juntas, já investiram R$ 66,6 milhões em ações promocionais. Com as atividades do último convênio, as exportações do setor subiram de US$ 1,8 bilhão para US$ 1,9 bilhão. "Este projeto tem sido de fundamental importância para as empresas calçadistas, que utilizam as atividades promocionais para marcar território em países com grande potencial de compra de produtos de alto valor agregado, que é o que queremos para o calçado nacional", destaca Elcio Jacometti, presidente da Abicalçados. Através do programa, chamado Brazilian Footwear, o calçado made in Brazil vem participando das principais feiras internacionais do setor, como GDS (Alemanha), Micam (Itália), Modacalzado (Espanha), WSA (EUA), dentre outras. Para ampliar ainda mais as fronteiras, a próxima edição do projeto contempla eventos na Inglaterra, China, Japão, Coréia, Austrália, Grécia, República Dominicana e Costa Rica. "São regiões que compram um percentual menor de calçados brasileiros e que têm condições de aumentar esta fatia", explica Jacometti. O Brazilian Footwear também traz para o Brasil importadores e formadores de opinião nas duas mais expressivas exposições, a Couromoda (janeiro) e Francal (julho). Estes momentos são essenciais para a divulgação do potencial dos fabricantes nacionais, que mostram aos compradores suas coleções e trocam informações sobre mercado. Em 2005, o Brasil exportou 190 milhões de pares de calçados, gerando divisas na ordem de US$ 1,9 bilhão. O setor tem mais de 7,5 mil empresas e gera em torno de 300 mil empregos diretos. Componentes - Já o convênio com a Assintecal receberá aportes conjuntos de R$ 11,4 milhões. A estratégia do projeto é manter mercados já conquistados, como o de alguns países da América Latina, Itália e França, consolidar novos mercados, como países da África e a China e buscar a inserção em países ainda não atingidos, como Índia e Turquia. A meta é aumentar a exportação de componentes para couro, calçados e artefatos produzidos pelas empresas participantes de R$ 780 milhões para R$ 900 milhões, até dezembro de 2006. Desde 1998 a APEX-Brasil apóia o setor. Em todo o período, as duas organizações já investiram R$ 30,85 milhões. Durante o último projeto, em 2005, as exportações subiram de US$ 739 milhões para US$ 791 milhões. Um dos destaques das ações no setor de componentes é o investimento em moda, design e tecnologia. Com apoio da APEX-Brasil, o setor vem desenvolvendo diversos projetos que contribuem para qualificar e diferenciar os componentes brasileiros, o que alavanca as vendas no exterior, onde o setor passou a ser referência no assunto, caso da Colômbia, México e até mesmo na China, mais recentemente. "Desde o início dos projetos com a APEX-Brasil, as exportações do setor mais do que quadruplicaram, e pode-se dizer que a indústria brasileira conseguiu vencer diversos ciclos em poucos anos. Partimos da inexperiência no comércio internacional para uma etapa de reconhecimento de terreno lá fora, para depois enfrentar a fase de reordenação e qualificação, e então voltar ao mercado externo em condições de competir em vários aspectos. Tudo isso fica evidenciado através da curva de crescimento das exportações, que saíram de menos de US$ 200 milhões para beirar os US$ 800 milhões, em oito anos", diz o presidente da Assintecal, Luís Amaral. Curtumes - A nova parceria com o CICB terá investimentos de R$ 6,3 milhões. A meta é atender a 163 empresas e alcançar exportações da ordem de US$ 1,78 bilhão ao longo de um ano. As exportações de couro cresceram 8% no ano passado e têm boas perspectivas, com a conquista de novos destinos de exportação. Para a Coréia do Sul, por exemplo, os embarques saltaram 62% no último ano. A APEX atua em parceria com o CICB desde 1998 e, juntas, as duas organizações investiram R$ 18,1 milhões na promoção do setor. "Essa nova iniciativa não somente concorre para reafirmar a posição de liderança que o Brasil ostenta no ranking internacional de produção e exportação de couros, como também abre oportunidade para que um maior número de empresas da cadeia produtiva do couro passe a atuar no cenário internacional, agregando maior valor à produção, contribuindo para a geração de empregos e reforçando a balança comercial brasileira", diz o presidente do CICB, Umberto Cilião Sacchelli. O CICB representa mais de 800 empresas que atuam na produção e processamento de couros, que empregam 44,7 mil pessoas e movimentam cerca de US$ 2,5 bilhões.
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