Rio Grande do Sul perde espaço nas exportações de couro

As exportações brasileiras de couros renderam US$ 740 milhões de janeiro a abril deste ano, valor 36% maior do que no mesmo período em 2006. Em termos físicos, o crescimento foi mais tímido, com 10% de incremento. Dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, elaborados pela Associação das Indústrias de Curtume do Rio Grande do Sul – AICSul -, mostram que o Rio Grande do Sul, que já foi o maior exportador brasileiro de couros, segue sua trajetória de perda de espaço.

 


 

As vendas externas gaúchas do produto renderam US$ 181 milhões nos primeiros quatro meses do ano, em um crescimento de 23% na comparação com o primeiro quadrimestre do ano passado. Em volume, o aumento foi de apenas 1%.

 

O melhor desempenho por estado foi do Pará, cujas exportações de couro de janeiro a abril do ano passado renderam somente US$ 4,7 milhões e neste ano já alcançaram US$ 14 milhões, conquistando a posição de 10º maior exportador de couro do Brasil. É o resultado do crescimento da pecuária naquela região e a conseqüente implantação de unidades produtoras de couro wet blue (com pequeno valor agregado).

 

São Paulo mantém a condição de maior exportador, com US$ 255 milhões, seguido do Rio Grande do Sul. A terceira posição é do Mato Grosso do Sul, com US$ 49,8 milhões. O Paraná está praticamente empatado, com US$ 49,4.

 

O Rio Grande do Sul, que se destaca na agregação de valor ao couro, tem como maior cliente, que gastou US$ 47 milhões em compras de couro gaúcho. Em segundo lugar está a Itália (fabricante de ponta de produtos de couro), com US$ 33 milhões. A seguir, vem o Vietnã (país com maior crescimento mundial na produção de calçados), com US$ 10 milhões.

(Adroaldo Diesel Filho)

 

   

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