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Fabricantes de máquinas comprarão em conjunto para reduzir custos O quadro de crise da cadeia do couro e do calçado afeta diretamente o setor de máquinas, porque ninguém investe quando a produção está em queda ou a rentabilidade se apresenta muito baixa. Mas isto não está deixando sem fôlego os fabricantes brasileiros de máquinas para couros e calçados. Pelo contrário, estão sendo desenvolvidas muitas iniciativas para superar o momento difícil.
A Abrameq firmou parceria com o Sebrae para desenvolver ações de promoção comercial nos principais pólos brasileiros de calçados. A primeira etapa será de participar da Fenafic. Também foi renovada a parceria com a Apex-Brasil, que já tem oito anos, assinando novo projeto, que prevê R$ 4,5 milhões de investimentos em promoção comercial com foco na América Latina para os próximos dois anos.
Porém, os fabricantes brasileiros estão buscando todas as alternativas para oferecerem produtos competitivos. O SinmaqSinos, entidade que representa o setor no Vale do Rio dos Sinos, maior pólo americano de máquinas para couros e calçados, tem buscado a oferta de iniciativas que contribuam para o fortalecimento das empresas de sua base. Presidido por Davilson Nogueira, o sindicato formou parceria com o Sebrae/RS para desenvolver uma série de ações que contribuam para a melhoria da competitividade das indústrias de máquinas e implementos industriais e agrícolas do Vale do Sinos e Caí, enfocando redução de custos, qualificação tecnológica e capacitação técnica.
Na tarde de terça-feira (5), a proposta foi apresentada a representantes das empresas da base do SinmaqSinos. Foi destacado que as centrais de negócios resultam em redução de custos, permitindo preços mais competitivos aos participantes. Hoje é mais utilizado no comércio, mas tem crescido o número de experiências bem sucedidas na indústria.
O consultor do Sebrae Eliseu .......... destacou que as centrais estão se mostrando muito positivas, com bons ganhos de competitividade para as empresas participantes. Ressaltou que as empresas não são concorrentes nas compras em muitos itens. Então, podem obter vantagens para todas se comprarem coletivamente. Mas o consultor advertiu que as centrais de compras não podem ser vistas como tábuas de salvação. Também sugeriu a existência de regulamento e código de ética para que os objetivos não sejam perdidos.
Após a apresentação, Davilson Nogueira solicitou que fosse formado um grupo para iniciar os estudos sobre a modalidade a ser aplicada para o setor. O grupo para começar os trabalhos ficou formado por Marlos Schmidt (Erps); Vilmar Martins (Mecsul), Régis Michels (Metal) e Raul Ludwig Junior (Master). A participação está aberta a todas as empresas da base do SinmaqSinos. Mais informações sobre o projeto podem ser obtidas pelo fone 51 359-2232.
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