Setor coureiro-calçadista busca agenda comum

Um por todos, todos por um. Essa é a idéia que começa a ser desenhada pelas entidades ligadas ao setor coureiro-calçadista. O primeiro passo para a criação de uma agenda comum já foi dado na semana passada, quando representantes da ACI Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha, Abicalçados, Assintecal e Ibtec se reuniram para alinhavar o trabalho que vem pela frente.

 


 

De acordo com a presidente da ACI, Fatima Daudt, a proposta é se fixar em assuntos de interesse do setor coureiro-calçadista nos âmbitos estadual e federal. “Será uma comissão permantente para atuar em cima de demandas pontuais”.

 

Por falar em couro, a Associação das Indústrias de Curtume do Rio Grande do Sul (Aicsul) e os sindicatos do couro (Estância Velha, Novo Hamburgo, Pelotas, São Leopoldo, Portão e Rio Grande do Sul) querem aumentar o diálogo com as prefeituras. Para isso, vão realizar reunião-almoço quarta-feira com o presidente da Famurs, Elir Girardi, e demais prefeitos de municípios gaúchos que têm indústrias do couro operando. O encontro será na ACI, em Novo Hamburgo.

 

Tanto o Brasil quanto o Rio Grande do Sul fecharam o semestre com queda de 23% no número de couros exportados. Deixaram o país 13,6 milhões de couros bovinos nos primeiros seis meses, o que significa que se persistir esse o ritmo o volume deve ficar em 27,2 milhões no final do ano, abaixo dos 32,9 milhões de couros bovinos exportados em 2007.

 

Caíram fortemente as vendas para a China, Itália e Estados Unidos, os três maiores clientes do Brasil. A exceção entre os principais compradores foi o Vietnã, que teve crescimento de 40% no volume de couro adquirido. As saídas de wetblue (menor valor agregado) tiveram queda de 47% e as de acabado (pronto para ser utilizado em um produto de consumo) caíram 3%.

 




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