Em Mantendo-se a média mensal até agora registrada, as
vendas externas de couros em 2008 poderão atingir US$ 2,15 bilhões. Em
relação aos couros bovinos, os embarques alcançaram US$ 1,06 bilhão, com
recuo de 4% ante o primeiro semestre anterior e 13,6 milhões de unidades
exportadas, volume 23% menor que o acumulado passado.
“A redução nos embarques é provocada pela apreciação
do real, que compromete o preço do couro brasileiro nos mercados
internacionais, reduzindo a sua competitividade da indústria nacional”,
analisa o presidente do CICB, Luiz Bittencourt.
Para amenizar esse cenário, o Centro das Indústrias de
Curtumes do Brasil (CICB) vem pleiteando ao governo a agilização
restituição de créditos federais e estaduais retidos em operações de
exportação, uma política cambial que não comprometa o desempenho do
comércio exterior, a simplificação e agilização de trâmites burocráticos
e a desoneração da produção.
No mês de junho, os principais destinos do couro
brasileiro foram: a China e Hong Kong, ambos com US$ 333 milhões –
participação de 19,9% e 11%, com redução de 16% e 4%, respectivamente;
Itália, com US$ 293,3 milhões (27,28% de participação e decréscimo de 8%
ante 2007); e Estados Unidos (9,7% e diminuição de 9%). Os demais países
que adquiriram o produto nacional foram o Vietnã, país que aumentou suas
compras em 103%, atingindo US$ 55 milhões, Indonésia, México, Alemanha,
Japão e Países Baixos.
Segundo análise do CICB, dos embarques registrados nos
seis meses do ano, os couros crust e acabados foram os que mais
agregaram valor, sendo 76,97% em valor e 64,95% em volume.
O Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) é
uma entidade federativa que representa, há 51 anos, cerca de 800
empresas de produção e processamento de couro. O complexo industrial
emprega cerca de 50 mil pessoas, movimenta um PIB estimado em US$ 3,5
bilhões e recolheu impostos da ordem de US$ 1 bilhão em 2007.
Principais estados exportadores
O balanço das vendas externas dos estados brasileiros,
em junho de 2008, ante o mesmo mês do ano passado, indica que São Paulo
continua na liderança estadual (US$ 350,57 milhões, participação de
32,61% e decréscimo de 10%), seguido pelo Rio Grande do Sul (US$ 280,9
milhões, participação de 26,13 e crescimento de 3%), Ceará (US$ 104
milhões, 9,68% e aumento de 66%), Mato Grosso do Sul (US$ 60,45 milhões,
5,62% e redução de 14%). Os demais estados são Bahia (US$ 58,45 milhões,
5,44% e elevação de 10%), Paraná, Goiás e Mato Grosso.
Fonte: SECEX