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Artecola produzir sapatos de segurança O grupo Artecola, de Campo Bom, iniciou a produção de calçados de segurança. Os produtos serão 100% customizados, desenvolvidos para atender especificações dos diversos tipos de atividade de risco a que se destina.
Além de operar com produção limitada e incorporar normas de segurança européia, como a EM 20-345, os calçados possuem tecnologia avançada no quesito conforto. O investimento em desenvolvimento e aquisição de equipamentos é de R$ 6,5 milhões. "Como
não vamos fazer produtos de massa, o retorno do investimento
deve acontecer em três anos", prevê Bruna Klauck,
gestora da Unidade Calçados. De acordo com Bruna, a produção
inicial é de 2 mil pares/dia, um volume baixo considerando
que o mercado brasileiro de calçados de segurança é
de aproximadamente 100 mil pares diários. "Nossa opção
foi criar um nicho de mercado de alto valor agregado inexistente até
agora no mercado interno", afirmou. O produto será comercializado
com a marca Polistep. "Cinco civis que participaram de uma missão brasileira à Antártida no final de março, levaram alguns protótipos. Eles conseguiram suportar temperaturas de 15 graus abaixo de zero", contou. Ela listou uma quantidade de potenciais clientes para serem visitados. "Vamos fazer testes nestes clientes", afirmou Bruna, sem revelar os nomes por questões estratégicas. "Em média, nossos produtos terão preços entre 30% e 40% acima dos calçados encontrados hoje no mercado interno", disse. Com fábricas em seis países na América Latina (Brasil, Argentina, Chile, Peru, Colômbia e México), a Artecola obteve receita líquida de US$ 124 milhões ano passado, o que significa um crescimento de 29% sobre 2006. Do total, 43% têm origem nas unidades do exterior. Para este ano, a meta é ultrapassar 40% de crescimento, com mais de US$ 180 milhões.
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